Mensagem para 2026: O que esperar? 

O comércio exterior entra em 2026 mais rigoroso, tecnológico e interconectado. A digitalização profunda dos processos, somada a novas regulações e a um cenário geopolítico fragmentado, exige que importadores e exportadores operem com precisão, transparência e inteligência de dados. 

Deixamos aqui as principais tendências para quem atua no exterior: 

1. Digitalização total e hiper automação 

Blockchain, gêmeos digitais e inteligência artificial consolidam-se como padrão operacional. A hiper automação traz rastreabilidade granular e processos de desembaraço mais previsíveis. Dentro desse movimento, novas obrigações surgem: a partir de 01/01/2026, o preenchimento do código cClassTrib passa a ser obrigatório nos registros de DI e DUIMP, reforçando a necessidade de sistemas integrados, parametrização correta e governança fiscal-digital impecável. Empresas que não acompanharem essas exigências correm risco real de atrasos, autuações e perda de competitividade. 

2. Sustentabilidade como requisito, não como discurso 

Certificações ESG, rastreabilidade ambiental e cadeias de baixo impacto deixam de ser diferenciais e passam a ser exigências regulatórias. Produtos sem comprovação de origem e impacto ambiental encontram barreiras técnicas e comerciais crescentes. O mercado privilegia quem entrega transparência ambiental e social com sistemas, dados e auditorias confiáveis. 

3. Reforma Tributária e nova governança fiscal 

A transição para IBS e CBS em 2026 amplia bases de cálculo e redesenha a dinâmica dos créditos tributários. Exportações seguem desoneradas, mas a gestão fiscal exigirá mais integração entre sistemas, compliance robusto e documentação técnica afinada. O ambiente tributário se torna mais simples na teoria, mas mais exigente na prática. 

4. Geopolítica e novos fluxos comerciais 

Frente a tarifas mais agressivas dos EUA e ao fortalecimento de blocos regionais, cadeias globais passam por reconfiguração estratégica. O Brasil amplia participação em mercados como Índia (+58%) e México (+43%), mas a diversificação requer estudo de mercado, análise de risco geopolítico e adaptação regulatória constante. 

5. Eficiência logística e integração multimodal 

As flutuações no transporte marítimo e aéreo persistem. A resposta está em contratos flexíveis, diversificação de rotas, uso de modais alternativos e maior integração tecnológica nas operações logísticas. A eficiência deixa de ser operacional para se tornar estratégica. 

Em todos os momentos, conte com a nossa equipe! 

descubra

Confira também

O que são Certificações ESG? 

Certificações ESG são selos, padrões ou auditorias independentes que avaliam como uma empresa atua em três pilares essenciais:  E – Environmental (Ambiental)  Como a empresa lida com impacto ambiental,

Leia mais »