Alerta Logístico, Tufão Dolphin: impactos em Ningbo e Shanghai

O Tufão Dolphin foi um evento climático de forte intensidade que atingiu a costa da província de Zhejiang, na China, no domingo, 09 de agosto, com ventos de aproximadamente 151 km/h e volumes expressivos de chuva. A passagem do fenômeno provocou evacuações, cancelamento de voos, suspensão de trens e interrupções relevantes nas operações logísticas da região.

Entre as áreas impactadas estão Ningbo e Shanghai, que concentram alguns dos principais portos utilizados nas operações de comércio internacional da China.

Com a passagem do tufão e o início gradual da retomada das atividades, a atenção agora se volta para os efeitos acumulados sobre os embarques e para o período necessário até a normalização das operações portuárias.

Situação atual

Em Ningbo-Zhoushan, seguem as avaliações de segurança dos canais de acesso e, até o momento, ainda não há confirmação de retomada plena das operações após as restrições iniciadas em 07 de agosto.

Em Shanghai, especialmente no terminal de Yangshan, as inspeções e a reabertura estão ocorrendo de forma gradual. No entanto, o represamento de embarcações e cargas durante o período de paralisação tende a aumentar os tempos de espera.

As projeções atuais indicam:

• espera para atracação podendo alcançar 7 a 10 dias ou mais, chegando em alguns casos a aproximadamente 10 a 12 dias em Yangshan;
• terminais operando inicialmente com produtividade abaixo da capacidade normal;
• aumento do congestionamento em pátios;
• possibilidade de rolagem de cargas para sailings posteriores;
• risco de alterações de rota ou omissão de portos, dependendo das decisões das armadoras;
• possível aumento de custos acessórios relacionados à movimentação, armazenagem e espera logística.

Reabertura não significa normalização

Mesmo após a liberação gradual dos gates, o fluxo de navios não retorna imediatamente à programação original.

Embarcações que aguardaram fora da região, reduziram velocidade, foram desviadas ou tiveram seus cronogramas alterados precisam ser novamente sequenciadas nos terminais. Esse processo pode gerar um período adicional de congestionamento até que os portos consigam absorver o volume acumulado.

Como referência, eventos climáticos recentes de magnitude semelhante demandaram aproximadamente duas semanas após a reabertura dos portos para normalização dos volumes represados.

No cenário atual, a recuperação exige ainda mais atenção, considerando que a região já apresentava congestionamentos anteriores.

Atenção ao planejamento dos próximos meses

Além dos impactos imediatos do Tufão Dolphin, entramos agora em um período especialmente importante para o planejamento das importações destinadas ao último trimestre e às vendas de final de ano.

Operações programadas para as próximas semanas podem sofrer reflexos em cadeia caso os atrasos atuais sejam incorporados às programações seguintes.

Também é importante considerar a proximidade da Golden Week chinesa, em outubro, período que tradicionalmente interfere no ritmo das atividades industriais e logísticas na China e aumenta a concentração de embarques antes e depois do feriado.

Por isso, cargas com prazos críticos merecem uma análise ainda mais cuidadosa neste momento.

Recomendações da Inova Services

Orientamos nossos clientes a:

• confirmar o status do booking, terminal e previsão atualizada de saída antes de considerar como definitiva a programação originalmente informada;
• considerar uma margem adicional de segurança para cargas relacionadas a estoques e demandas de final de ano;
• priorizar embarques críticos em serviços e sailings com maior disponibilidade operacional;
• avaliar, quando necessário, rotas, terminais, armadores ou serviços alternativos.

A Inova Services segue acompanhando a evolução das operações em Ningbo e Shanghai junto aos parceiros envolvidos, avaliando os possíveis reflexos para os embarques em andamento e para as próximas programações.

Nossa equipe permanece à disposição para analisar individualmente as operações, revisar cronogramas e apoiar na definição de alternativas logísticas sempre que necessário.

Neste momento, mais do que acompanhar a retomada dos portos, é importante avaliar como os atrasos atuais podem repercutir nas próximas etapas da cadeia logística. Antecipação e planejamento serão fundamentais para as operações dos próximos meses.

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